07 agosto 2006

Fim de semana

Por algum motivo indefinido não consigo produzir nada no fim de semana. Dizem alguns entendidos que fim de se usa em fim de semana, fim de mês, fim de ano, etc.. Dizem ainda que quando acabam as aulas o pessoal costuma dizer final de ano letivo, final de curso, final treinamento e final de governo. Outro entendidos dizem que tanto faz, é ao gosto do freguês. Em Portugal é mesmo fim-de-semana com hífen. No Brasil não sei se tem hífen. Mas, não escrevo nada no fim de semana, fico com preguiça e nem ligo o micro. Vou esquentando na segunda e quando chega tipo quarta ou quinta consigo escrever alguma coisa que preste para mim. Por isso, estou caindo fora.

04 agosto 2006

33 anos

Faz exatamente 33 anos e 2 minutos que estou casado. Por coincidência também foi numa sexta-feira, como hoje. Quero marcar esta data: 4 de agosto de 1973. Dizem os superticiosos que dá azar casar em agosto, pois o casamento não durará muito. Poucos casamentos são realizados em agosto. No entanto, na minha irmandade fraterna este fato não foi comprovado, pois minhas 2 irmãs também se casaram em agosto e os casais estão juntos até hoje. Vim disposto a comemorar a data com um jantar fora, num restaurante de primeira. Lucy disse que era bobagem por dois motivos: Primeiro- Em Limeira não tem restaurante de primeira. Segundo: Não estava com saco de sair. Ante tão perfeita argumentação resolvi tomar um uísque, descer para o micro e escrever estas linhas.

OBS.-
Ainda estou abestalhado com o tratado sobre flatulência publicado pelo Zecão ontem, 3 de agosto, porém, acho que foi culpa direta da sua filosofia caótica e ordenada. O caos venceu de goleada desta vez, mas foi muito divertido. Vou encaminhá-lo a muitas pessoas pois é muito educativo.

A foto abaixo foi tirada após o sacrifício da cerimônia religiosa, já dentro do carro que nos devolveria ao mundo real.

02 agosto 2006

ISRAEL

Neste momento de crise mundial não poderia de externar meu repúdio contra a atitude de Israel, de matar centenas de crianças e pessoas inocentes por uma pura demonstração de força. O seqüestro de dois israelenses não justifica essa matança indiscriminada no Líbano. Considero Israel e os Estados Unidos os maiores países assassinos da Terra. Lembrem-se da guerra covarde contra o Iraque, baseada em motivos claramente demonstrados como falsos(armas nucleares em poder dos iraquianos) e dos assassinatos diários de palestinos. Não devemos esquecer também a matança da guerra do Vietnam, na qual os americanos, embora derrotados, mataram milhões de vietnamitas do norte e do sul.

Assim falou Shiost.

Este desabafo não carece de uma foto.

Presidente ou ex-presidente

Mandei um e-mail para o Prof. Cláudio Moreno que reproduzo abaixo:

"Quando me dirijo pessoalmente a um ex-presidente devo dizer Presidente e perguntar qualquer coisa ou Sr. Fernando?"
Resposta do professor:

"Olha, Aguiar, a praxe (e o bom tom) é usar o título mais alto que a pessoa já teve. Quando falavam com o Brizola, chamavam-no de "governador", embora ele estivesse fora do governo; Paulo Brossard é chamado de "ministro", Erundina é chamada de "prefeita" e FHC é chamado de "presidente". "

Abraço. Prof. Moreno

P.S.: quando quiseres fazer outra pergunta sobre nosso idioma, não uses o orkut, mas sim o meu site www.sualingua.com.br

OBS.- O linguajar do professor é justificado, pois ele é lá de baixo. Gaúcho ou paranaense.

31 julho 2006

Montanha

Montanha é uma cidadezinha de Minas Gerais, perto do Espírito Santo e da Bahia. Certa feita, trabalhei na Bahia Sul Celulose, durante três meses. Morava em Pedro Canário, ES e ia todo dia à Mucuri, na Bahia, onde fica a empresa. Foi minha primeira e última experiência como "pião de trecho". Morava em uma república com mais 4 ou cinco pessoas e ficava coçando nos fins de semana. Tinha uma menina, a Débora, que trabalhava como ajudante geral para minha firma que nos convidou um dia para visitar sua mãe, em Montanha, num final de semana qualquer. Ia acontecer um churrasco. Tudo combinado, fomos eu, o Gordo e o Professor. O Professor era um cara já meio cinqüentão, como eu, cheio de contar histórias e de sair pela tangente nas piores situações em que era flagrado. Acho que é por isso que tinha o apelido de Professor. Chegamos no sábado, quase à noite e fomos direto ao churrasquinho. Após conhecer a casa da Débora, percebemos que não dava para fazer um churrasco lá. Arrumamos um bar meio derrubado e fizemos lá a festa. De Pedro Canário vieram também uns gaúchos extremamente grossos que também foram convidados para o churrasco. Nada de excepcional no churrasco, apenas os gaúchos que quiseram tomar umas liberdades com umas menininhas de 8 ou 10 anos de idade, que, já sabiam de tudo sobre sexo e, portanto, não houve maiores conseqüências. A grande sacada foi a estadia. A casa da menina não comportava tanta gente. Uns 4 gaúchos, eu, o Gordo e o Professor e mais o namoradinho da menina, que também trabalhava na Bahia Sul. Mais que depressa fui procurar um hotel e quando estava quase alojado, chega o irmão da Débora e me leva à força para sua casa, dizendo que eles iam dar um jeito e que era uma tremenda desfeita recusar sua hospitalidade. É lógico que as palavras foram outras, mas o sentido era esse mesmo. Assim, me colocaram num quarto com duas camas. Numa delas, dormiu o namoradinho e a Débora. Na outra, eu. Lógico que de roupa, calça jeans, camisa, etc. Não consegui dormir, pois ao me virar para o lado sentia um cheiro horrível de cocô, provavelmente de um pinico colocado embaixo da cama. Fiquei então de costas. O cheiro diminuiu um pouco, mas, daí, a cama ao lado começou a tremer, em movimentos ritmados que me lembravam um coito. Virei para o outro lado e voltei a sentir aquele maldito cheiro. No quarto ao lado a mãe da menina complementava o os movimentos ritmados com um gaúcho. Em outras palavras, não dormi e saí daquela casa às 5 horas da manhã. Fiquei sentado na praça até as 8, mais ou menos e resolvi procurar o hotel para um banho. Quase chegando ao hotel, encontro um rapaz que também trabalhava na empresa e comentei sobre minha disposição de tomar um banho no hotel. "De jeito nehum! Você vai é lá em casa, toma banho lá em casa!" "Mas, eu não tenho toalha, nada..." "Eu arrumo tudo isso. Vamos lá." Fui. Lá chegando ele me apresentou o banheiro principal, dentro de casa: o chuveiro era só de água fria. "Será que você não tem um chuveiro que esquente?" "Tem um lá fora, mas ninguém usa. Se você quiser..." "QUERO!". Poderia continuar com o almoço, a viagem de volta e outras mazelas mais, mas, fico por aqui. E assim termina este infortúnio de um "pião de trecho". Duas semanas depois pedi as contas e voltei ao Brasil.

27 julho 2006

A vacina deu certo

Fiquei afastado um dia do blog porque, finalmente, a vacina da gripe fez efeito. Estava meio preocupado, pois, tomada há dois meses, ainda não havia se manifestado. Agora, felizmente, estou com gripe, já no fim dela, não tenho mais as pernas bambas, nem aquela vontade louca de ficar só na cama e levantando só para tomar uma canja. Estou voltando.

Gostaria que os leitores deste blog me ajudassem a eleger as melhores invenções simples do século passado. Eu já tenho uma, a bucha de nylon, aquela que serve para pendurar tudo nas paredes. Em 1954 meu pai comprou uma grande novidade do mercado: Armários de cozinha de metal para serem fixados na parede. Maravilha! Chamou então o seu Antônio, um pedreiro conhecido, e pediu para que ele preparasse a parede para a instalação dos dois armários. Seu Antônio foi com sua pá de pedreiro, marreta, talhadeira, cimento, areia e uns pedacinhos de pau. Depois de fazer uns buracos na parede, preparou o concreto, fixou os pauzinhos na parede e disse: "Semana que vem nós vem parafusá os armário." E assim, o armário foi fixado no ano de 1954. Por isso é que considero a bucha Fischer a campeã. O clips já é muito famoso e pode ser considerado o primeiro da lista. Eis a lista:

1. Clips
2. Bucha Fischer
3.

Sei que é uma tarefa árdua e estressante, pois teremos que eliminar candidatos poderosos que não poderão ser classificados na categoria simples e elevar a categorias importantes coisas simples que jamais tiveram categoria elevada. Poderemos ser injustos ou magnâmicos, porém, o que vale é a oportunidade de elevarmos ao mais alto conceito nossas idéias e criatividade.

25 julho 2006

Eu não sou água

"Eu não sou água prá me tratares assim, só na hora da sede é que procuras por mim.... A fonte secou, quero dizer, que, entre nós dois tudo acaboou."
Esta música é uma homenagem ao riozinho, córrego, riacho, fio-d'água, ribeirão ou viela sanitária do condomínio que secou. Mas não creia que este fenômeno se restringe aos EEUU. Aqui nesta terra varonil a humidade relativa do ar está entre 20 e 23%, do sudeste ao nordeste. Com estes índices diria que este fenômeno deveria se chamar Humildade do ar. Mesmo assim, sabendo que a estiagem é um problema globalizado, creio que Zecão deveria escrever um poema em homenagem ao ex-riacho, já que seus dotes musicais não lhe permitem a composição de uma savana. Poderia começar assim:

"Tu que este mundo habitastes viçoso,
Trazendo tantas algas e bromélias
Por que te retirastes desgostoso
Deixando-nos a sofrer como umas velhas?
Será que nosso viver é insultuoso
Às suas belezas iguais às das camélias,
Ou será que devido a tantos amores sofridos
Achavas que Zecão não te daria ouvidos?"

Ao terminar estes versos, senti meus olhos marejarem, pois não há nada mais triste de ver que um rio secar pela falta das atenções dos homens.

Acho que esta poesia me foi mandada por Mesmeu, o filósofo triste.


24 julho 2006

Marcolina e Juventina

Por que não? Se o Caótico Ordeiro homenageia seus antecedentes, por que não eu também? Não é pelo fato de não receber visitas dos descendentes, ou mesmo, por não viver tão longe que devo abdicar das homenagens. Vamos lá: Juventina e João do lado de minha mãe e Arlindo e Maria das Dores, do lado de meu pai produziram 7 + 5 filhos, o que dá 12. Puxando um pouco mais pela memória, descubro mais uma filha de criação da Juventina e uma filha por afinidade de Maria das Dores. Daí, cheguei a 14, perdendo do Caótico Ordeiro só por 3, se bem que os deles são legítimos. Mas, trocando em miúdos, todos eram considerados filhos e até seus filhos eram primos de verdade da gente. Estou falando do meu lado e não do lado da Shiosta, que não conheço muito bem. Lembrei de uma música que o Bosco, um santista, colega meu de faculdade, costumava cantar: "Você era postaestandaste de nosso broqui, mas sambava com imprefeição. Um dia a turma estrilô, ô, você não amelhorô, adrevorve o postaestandaste que nós te deste. Estribilho: Nós era em sete, foi morreendo, foi morreendo até que sobraram eu, ô, até que sobraram eu..." Pois é: Do lado de minha mãe sobraram quase todos: 5+(1). Do lado do meu pai não sobrou nenhum, nem a tia por afinidade(Tia Zenaide). Descobri agora que sou órfão de tio paterno.
Descobri outras coisas, por exemplo, quem deveria visitar esses sobreviventes deveria ser eu e não eles. Só agora percebi que meus tios, irmãos de minha mãe ainda estão vivos...



Esse aí sou eu aos 4 meses. Como vocês podem perceber, estava fantasiado para o Carnaval de 1945, em comemoração ao fim da Segunda Guerra Mundial, assim imagino... Na época, o Carnaval era em agosto.

21 julho 2006

O pagador de promessas

Depois de 50 anos de experiência e conhecimento das profundezas do ser humano, cheguei a conclusão que a célebre máxima de Aristóteles: "Escrever e coçar é só questão de começar." é verdadeira. É só colocar lá em cima um título, por mais desinspirante que seja e, aqui abaixo as palavras fluem como o fel nas parreiras. Para aqueles desavisados e não experts que não sabem da força e das sutilezas da natureza, explico que a maior concentração de fel das colméias é das colméias criadas nas parreiras, principalmente aquelas da região de Champagne, na França. Neste ponto desta dissertação fiquei muito induzido a colocar a seguinte frase: "...colméias implantadas nas parreiras...", quando me lembrei que vários mestres e filólogos da língüa portuguesa juram que quem implanta alguma coisa é um dentista, que implanta o dente no maxilar superior do coitado, ou o médico carecologista que implanta fios de cabelo no couro descabelado do outro coitado. Dizem ainda os conhecedores de nosso idioma que uma rocha trandiluviana foi implantada de maneira celestial naquela planície maravilhosa do Cerrado nordestino. Portanto, não podemos dizer que a Prefeitura de Barbacena vai implantar uma nova faculdade, nem que o governador do estado está implantando um novo viaduto entre as ruas Antuérpia e H. Stern. O prefeito de Barbacena vai construir, criar ou fundar a tal faculdade e o Governo do estado está construindo ou fazendo um novo viaduto. Este é o tal de modismo, muito corrente em nossos meios de comunicação. Lembram-se do: "A nível de..."? Felizmente já caiu fora. Como vim parar aqui? Na verdade, abri este blog para pagar uma promessa. Olha o Padre Eustáquio de verdade aí, gente!

19 julho 2006

O outro dia

Pigmaleão ao sair da floresta disse: Hoje parece que foi ontem! Esta ilusão durou quase quatro séculos. Em suma, Pigmaleão viveu cada dia como se fosse o mesmo dia. Ao invés de se recolher ao seu mundinho interior, resolveu estudar. Esta história veio de um filme que assisti e achei muito interessante. Todo o dia em que o personagem acordava era o mesmo dia. Daí, resolveu estudar poesia francesa, piano e etc. Ficou um expert nessas coisas mundanas e conquistou a mulher, a artista principal do filme. A idéia foi muito boa, mas agora minha netinha, de quase quatro anos me disse: "Vovô eu não sei escrever "Vovô Eu te amo". Tive que parar com meus escritos para atender a sua vontade. Pois é, hoje está difícil. Sem netinha já não consigo escrever grandes coisas. Imagine com a netinha ao lado. Só que eu acho que o São Paulo vai se danar com o time da Argentina. Até agora tá um a zero pro SP, mas ele tem que ganhar de 2 ou tá fora. Por que Israel ataca tanto seus vizinhos? Não foi o povo escolhido de Deus? Por que esse povo de Deuis quer tanta guerra? Parece minha irmã mais velha. Quando você dava um beliscão nela ela jogava um balde de água fria em você. Israel é assim: você sequestra uns dois israelenses e eles resolvem matar o país inteiro. Que povo de Deus é esse? E a Heloísa Helena do Psol chegou a 10% nas pesquisas. Será uma nova Collor? Deus me livre! Meu sobrinho está em Singapura. Será que o Tsumani chegou lá? Singapura é perto da Indonésia ou são aqueles apartamentos do Maluf, na zona leste? Não sei, mas parece que hoje não estou muito coerente com os dizeres ou não estou com os dizeres muito coerentes... Como passar 10 meses longe de seus e perto dos seus? Não há resposta para esta pergunta. Como passar os próximos dias sem os seus e longe dos seus? Que dureza. Esta vida é uma vida. Se a vida é assim, o que será a morte? Creio que consegui o que não queria: Um desconexo texto, carregado de indefinições e circunflexos, tils, reticências e interrogações. Quido orientatum quod cerebelum fragilitum? Timtimdez\ está com a palavra.