10 agosto 2006

A Relíquia

A Relíquia é o nome de um romance de Eça de Queiroz, que por sinal, não gostei. Gosto mais do gênero de Os Maias, O Crime do Padre Amaro e o Primo Basílio. Achei "A Relíquia" meio estranho, diferente do que eu queria ler. Mas, como não entendo nada de literatura, minhas críticas podem ter sido as mais absurdas e ignorantes possíveis. Mas, a relíquia de que hoje trato é outra. Recebi em minha casa através de umas peripécias de minha mulher(esposa é a dos outros) o livro de Nikos Kazantzákis "Carta a El Greco". Este livro é o preferido, aquele que ele levaria para uma ilha deserta, do Zecão. Influenciado por sua devoção e apego ao livro, enchi-lhe tanto o saco que ele conseguiu que uma grande amiga sua o levasse à casa de minha mãe, onde minha mulher o apanhou e o trouxe para casa. Parece que a edição é de 1956. Está bem amarelinho e as folhas parecem determinadas a partir para outro estado da matéria, ou seja, estão querendo virar pó. Assim, em respeito ao irmão de blog e dono da relíquia, furto-me ao desejo de lê-lo e o guardarei sob 6 chaves até o retorno do dono. Enquanto isso, fuçarei em alguns sebos à procura de outro exemplar. Tem um sebo em Limeira que, bem na entrada tem uma placa que diz mais ou menos assim: "Favor não fuçar nos livros."
Outro tópico interessante: Para saber escrever corretamente o nome o autor do livro recorri à Internet e me lembrei imediatamente de outro livro, que virou filme, Zorba, o Grego. Pois não é que nos sítios onde entrei não havia nenhuma referêncxia ao autor do livro que deu origem ao filme, mas somente os nomes do Diretor, atores, produtores, técnicos, etc. Pode?

09 agosto 2006

Addicted

Após muitos dias de pequisa e observação cheguei ao máximo que um brasileiro poderia chegar. Descobri a cura para todos os males, descobri a maneira de acabar com a mendicância neste país, descobri como os desempregados podem viver felizes, sempre com um dinheirinho para pagar suas contas e mesmo viver suas horas de lazer. Dinheiro deixará de ser problema para sempre. É o seguinte: Freqüento um barzinho em Piracicaba que tem umas 5 máquinas tipo caça-níquel, parecida àquelas usadas nos cassinos. A diferença é que a gente não põe moeda mas sim notas e o pagamento é feito pelo dono do buteco. Acontece que segunda-feira joguei 5 reais e ganhei 20, em no máximo em 5 minutos. Na quinta joguei 5 e saí com 30. Hoje joguei primeiro 5 e saí com 20, depois joguei mais 10 e perdi. Meu lucro hoje foi de 5 reais. Ganhos, no máximo em 5 minutos. Sabendo que a hora tem 12 períodos de 5 minutos, se eu continuasse tendo este lucro ínfimo, iria ganhar 60 reais por hora. Se eu jogasse 8 horas por dia ganharia 480 reais por dia, o que daria um salário mensal de R$9.600,00, sem precisar jogar aos sábados e domingos. Portanto, se todos os desempregados, mal-empregados e mendigos tivessem a sua disposição 5 reais, todos os problemas monetários estariam resolvidos. Porém, é preciso ter persistência, controle e determinação. Se você joga 5 e ganha 20, pare! Ponha mais 5 e fique de 8 a 10 horas na frente da maquininha. E assim, seus problemas terminarão.

08 agosto 2006

XIBIU ELÉTRICO

Reproduzo aqui um artigo muito antigo, dos primórdios da Internet, mas, que conssidero muito bom.

Orgasmo feminino é coisa da qual as mulheres entendem muito pouco e os homens muito menos. Pelo fato de ser uma reação endócrina que se dá sem expelir nada, não apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu ou se foi simulada. Orgasmo masculino não! É aquela coisa que todo mundo vê, deixa o maior flagrante por onde passa. Diante desse mistério, as investigações continuam e muitas pesquisas são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto.
Acompanho de perto, aliás, juntinho, este latejante tema. Vi outro dia no programa do Jô Soares, uma sexóloga sergipana dando (?) uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia a gerente comercial da Wallita, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira doméstica. Apresentou uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para medir a descarga elétrica emitida pela xana na hora do orgasmo, e chegou a incrível conclusão de que, na hora H, a periquita dispara uma descarga de 250.000 microvolts. Ou seja, cinco pererecas juntas ligadas na hora do "aiaimeudeus", seria suficiente para acender uma lâmpada. Uma dúzia então, é capaz de dar partida num fusca com a
bateria arriada. Uma amiga me contou que está treinando para carregar a bateria do telefone celular. Disse que nos finalmente, tcham, carregou! É preciso ter muito cuidado porque isso não é mais xibiu, é torradeira elétrica. Você coloca a linguicinha lá e "brrrzz", sai torrada...
Pensei: camisinha agora é pouco, tem que mandar encapar na Pirelli ou enrolar com fita isolante. É recomendável, meu amigo, na hora que você for molhar o seu biscoito, lá na canequinha de sua namorada perguntar: é
110 ou 220 volts? Senão, meu xará, depois do que essa moça falou no Jô pode dar ovos fritos no café da manhã!

07 agosto 2006

Fim de semana

Por algum motivo indefinido não consigo produzir nada no fim de semana. Dizem alguns entendidos que fim de se usa em fim de semana, fim de mês, fim de ano, etc.. Dizem ainda que quando acabam as aulas o pessoal costuma dizer final de ano letivo, final de curso, final treinamento e final de governo. Outro entendidos dizem que tanto faz, é ao gosto do freguês. Em Portugal é mesmo fim-de-semana com hífen. No Brasil não sei se tem hífen. Mas, não escrevo nada no fim de semana, fico com preguiça e nem ligo o micro. Vou esquentando na segunda e quando chega tipo quarta ou quinta consigo escrever alguma coisa que preste para mim. Por isso, estou caindo fora.

04 agosto 2006

33 anos

Faz exatamente 33 anos e 2 minutos que estou casado. Por coincidência também foi numa sexta-feira, como hoje. Quero marcar esta data: 4 de agosto de 1973. Dizem os superticiosos que dá azar casar em agosto, pois o casamento não durará muito. Poucos casamentos são realizados em agosto. No entanto, na minha irmandade fraterna este fato não foi comprovado, pois minhas 2 irmãs também se casaram em agosto e os casais estão juntos até hoje. Vim disposto a comemorar a data com um jantar fora, num restaurante de primeira. Lucy disse que era bobagem por dois motivos: Primeiro- Em Limeira não tem restaurante de primeira. Segundo: Não estava com saco de sair. Ante tão perfeita argumentação resolvi tomar um uísque, descer para o micro e escrever estas linhas.

OBS.-
Ainda estou abestalhado com o tratado sobre flatulência publicado pelo Zecão ontem, 3 de agosto, porém, acho que foi culpa direta da sua filosofia caótica e ordenada. O caos venceu de goleada desta vez, mas foi muito divertido. Vou encaminhá-lo a muitas pessoas pois é muito educativo.

A foto abaixo foi tirada após o sacrifício da cerimônia religiosa, já dentro do carro que nos devolveria ao mundo real.

02 agosto 2006

ISRAEL

Neste momento de crise mundial não poderia de externar meu repúdio contra a atitude de Israel, de matar centenas de crianças e pessoas inocentes por uma pura demonstração de força. O seqüestro de dois israelenses não justifica essa matança indiscriminada no Líbano. Considero Israel e os Estados Unidos os maiores países assassinos da Terra. Lembrem-se da guerra covarde contra o Iraque, baseada em motivos claramente demonstrados como falsos(armas nucleares em poder dos iraquianos) e dos assassinatos diários de palestinos. Não devemos esquecer também a matança da guerra do Vietnam, na qual os americanos, embora derrotados, mataram milhões de vietnamitas do norte e do sul.

Assim falou Shiost.

Este desabafo não carece de uma foto.

Presidente ou ex-presidente

Mandei um e-mail para o Prof. Cláudio Moreno que reproduzo abaixo:

"Quando me dirijo pessoalmente a um ex-presidente devo dizer Presidente e perguntar qualquer coisa ou Sr. Fernando?"
Resposta do professor:

"Olha, Aguiar, a praxe (e o bom tom) é usar o título mais alto que a pessoa já teve. Quando falavam com o Brizola, chamavam-no de "governador", embora ele estivesse fora do governo; Paulo Brossard é chamado de "ministro", Erundina é chamada de "prefeita" e FHC é chamado de "presidente". "

Abraço. Prof. Moreno

P.S.: quando quiseres fazer outra pergunta sobre nosso idioma, não uses o orkut, mas sim o meu site www.sualingua.com.br

OBS.- O linguajar do professor é justificado, pois ele é lá de baixo. Gaúcho ou paranaense.

31 julho 2006

Montanha

Montanha é uma cidadezinha de Minas Gerais, perto do Espírito Santo e da Bahia. Certa feita, trabalhei na Bahia Sul Celulose, durante três meses. Morava em Pedro Canário, ES e ia todo dia à Mucuri, na Bahia, onde fica a empresa. Foi minha primeira e última experiência como "pião de trecho". Morava em uma república com mais 4 ou cinco pessoas e ficava coçando nos fins de semana. Tinha uma menina, a Débora, que trabalhava como ajudante geral para minha firma que nos convidou um dia para visitar sua mãe, em Montanha, num final de semana qualquer. Ia acontecer um churrasco. Tudo combinado, fomos eu, o Gordo e o Professor. O Professor era um cara já meio cinqüentão, como eu, cheio de contar histórias e de sair pela tangente nas piores situações em que era flagrado. Acho que é por isso que tinha o apelido de Professor. Chegamos no sábado, quase à noite e fomos direto ao churrasquinho. Após conhecer a casa da Débora, percebemos que não dava para fazer um churrasco lá. Arrumamos um bar meio derrubado e fizemos lá a festa. De Pedro Canário vieram também uns gaúchos extremamente grossos que também foram convidados para o churrasco. Nada de excepcional no churrasco, apenas os gaúchos que quiseram tomar umas liberdades com umas menininhas de 8 ou 10 anos de idade, que, já sabiam de tudo sobre sexo e, portanto, não houve maiores conseqüências. A grande sacada foi a estadia. A casa da menina não comportava tanta gente. Uns 4 gaúchos, eu, o Gordo e o Professor e mais o namoradinho da menina, que também trabalhava na Bahia Sul. Mais que depressa fui procurar um hotel e quando estava quase alojado, chega o irmão da Débora e me leva à força para sua casa, dizendo que eles iam dar um jeito e que era uma tremenda desfeita recusar sua hospitalidade. É lógico que as palavras foram outras, mas o sentido era esse mesmo. Assim, me colocaram num quarto com duas camas. Numa delas, dormiu o namoradinho e a Débora. Na outra, eu. Lógico que de roupa, calça jeans, camisa, etc. Não consegui dormir, pois ao me virar para o lado sentia um cheiro horrível de cocô, provavelmente de um pinico colocado embaixo da cama. Fiquei então de costas. O cheiro diminuiu um pouco, mas, daí, a cama ao lado começou a tremer, em movimentos ritmados que me lembravam um coito. Virei para o outro lado e voltei a sentir aquele maldito cheiro. No quarto ao lado a mãe da menina complementava o os movimentos ritmados com um gaúcho. Em outras palavras, não dormi e saí daquela casa às 5 horas da manhã. Fiquei sentado na praça até as 8, mais ou menos e resolvi procurar o hotel para um banho. Quase chegando ao hotel, encontro um rapaz que também trabalhava na empresa e comentei sobre minha disposição de tomar um banho no hotel. "De jeito nehum! Você vai é lá em casa, toma banho lá em casa!" "Mas, eu não tenho toalha, nada..." "Eu arrumo tudo isso. Vamos lá." Fui. Lá chegando ele me apresentou o banheiro principal, dentro de casa: o chuveiro era só de água fria. "Será que você não tem um chuveiro que esquente?" "Tem um lá fora, mas ninguém usa. Se você quiser..." "QUERO!". Poderia continuar com o almoço, a viagem de volta e outras mazelas mais, mas, fico por aqui. E assim termina este infortúnio de um "pião de trecho". Duas semanas depois pedi as contas e voltei ao Brasil.

27 julho 2006

A vacina deu certo

Fiquei afastado um dia do blog porque, finalmente, a vacina da gripe fez efeito. Estava meio preocupado, pois, tomada há dois meses, ainda não havia se manifestado. Agora, felizmente, estou com gripe, já no fim dela, não tenho mais as pernas bambas, nem aquela vontade louca de ficar só na cama e levantando só para tomar uma canja. Estou voltando.

Gostaria que os leitores deste blog me ajudassem a eleger as melhores invenções simples do século passado. Eu já tenho uma, a bucha de nylon, aquela que serve para pendurar tudo nas paredes. Em 1954 meu pai comprou uma grande novidade do mercado: Armários de cozinha de metal para serem fixados na parede. Maravilha! Chamou então o seu Antônio, um pedreiro conhecido, e pediu para que ele preparasse a parede para a instalação dos dois armários. Seu Antônio foi com sua pá de pedreiro, marreta, talhadeira, cimento, areia e uns pedacinhos de pau. Depois de fazer uns buracos na parede, preparou o concreto, fixou os pauzinhos na parede e disse: "Semana que vem nós vem parafusá os armário." E assim, o armário foi fixado no ano de 1954. Por isso é que considero a bucha Fischer a campeã. O clips já é muito famoso e pode ser considerado o primeiro da lista. Eis a lista:

1. Clips
2. Bucha Fischer
3.

Sei que é uma tarefa árdua e estressante, pois teremos que eliminar candidatos poderosos que não poderão ser classificados na categoria simples e elevar a categorias importantes coisas simples que jamais tiveram categoria elevada. Poderemos ser injustos ou magnâmicos, porém, o que vale é a oportunidade de elevarmos ao mais alto conceito nossas idéias e criatividade.

25 julho 2006

Eu não sou água

"Eu não sou água prá me tratares assim, só na hora da sede é que procuras por mim.... A fonte secou, quero dizer, que, entre nós dois tudo acaboou."
Esta música é uma homenagem ao riozinho, córrego, riacho, fio-d'água, ribeirão ou viela sanitária do condomínio que secou. Mas não creia que este fenômeno se restringe aos EEUU. Aqui nesta terra varonil a humidade relativa do ar está entre 20 e 23%, do sudeste ao nordeste. Com estes índices diria que este fenômeno deveria se chamar Humildade do ar. Mesmo assim, sabendo que a estiagem é um problema globalizado, creio que Zecão deveria escrever um poema em homenagem ao ex-riacho, já que seus dotes musicais não lhe permitem a composição de uma savana. Poderia começar assim:

"Tu que este mundo habitastes viçoso,
Trazendo tantas algas e bromélias
Por que te retirastes desgostoso
Deixando-nos a sofrer como umas velhas?
Será que nosso viver é insultuoso
Às suas belezas iguais às das camélias,
Ou será que devido a tantos amores sofridos
Achavas que Zecão não te daria ouvidos?"

Ao terminar estes versos, senti meus olhos marejarem, pois não há nada mais triste de ver que um rio secar pela falta das atenções dos homens.

Acho que esta poesia me foi mandada por Mesmeu, o filósofo triste.