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11 maio 2006

Índio não quer mais apito

Observando as notícias sobre o gás boliviano e seu índio presidente, fiquei imaginando, entre todos os nossos ex-presidentes e o atual presidente, qual seria o estadista ideal para conduzir tal episódio internacional de burrices e fraquezas.

Voltando no tempo, aos poucos, vejo FHC em cima do muro, numa atitude tão insólita e irresponsável como a do Lula. Também seria um desastre, principalmente por que iria fazer seu pronunciamento em francês, diretamente da Sorbonne.

Antes dele, Itamar Franco. Este não seria capaz de entender bem a situação, pois ninguém o havia avisado da existência do gasoduto e jamais imaginaria que a Bolívia tivesse mais gás que o estado de Minas. Quem é esse tal de Evo Morales?

Aqui entra o Collor. Subiria ao palanque em Maceió e diria: "Não me deixem só!" E sairia rapidinho para mais uma.

O outro deve ter sido o Sarney. Qual seria sua postura frente a esse problema? Provavelmente escreveria o livro: "As divergências entre países do Terceiro Mundo e suas consequências na gastronomia brasileira", depois de aparar o bigode.

Antes dele houve um vácuo. Não havia presidentes, só ditadores. E os ditadores só fazem o que o patrão manda, os EUA. Teria nesta hora de começar a analisar os presidentes americanos, mas, infelizmente, não sou competente o bastante.

Chegamos a João Goulart. Sensato como era, iria se aconselhar com Brisola, ao pé da churrasqueira, tomando chimarrão. Brisola diria que isso era coisa dos países imperialistas e que Jango deveria inciar uma guerra com a ALCA, apoiado por Cuba. Jango, extremamente acuado, sem dúvida, tomaria mais um pouco de chimarrão e Brisola pediria asilo a Hugo Chavez.

Antes veio o Jânio. Daria uma sapatada na mesa e repetiria aquela frase: "Forças ocultas me impedem de governar!" Que forças, senhor presidente? "Ocultas, portanto, nesta crise não me é possível tomar qualquer atitude, por mais correta que seja. Renuncio!"

Enfim, o último que eu conheci, o Juscelino. Ao saber do desatino, pegaria seu violão e cantaria uma música de roda para o Evo Morales. "¿Qui canto es este?" "Peixe quer mar." E o assunto ficaria para a música, com Morales cantando sua preferida: "Quando sali de Cuba".

OBS.- O pior de toda esta crise é que meu carro é a gás...

7 comentários:

Anônimo disse...

Pô cara, escreve que eu leio e comento mas aí ce vem com 3 textos de uma vez e eu com minha programação atrasada, gripado, trombado.
É isso aí, índio agora quer PETRÓLEO.
escreve de um em um que eu leio e comento.
Zecão

Irmacaçula disse...

Achei ótima esta sua análise "presidencial" Poderia enviar para um jornal ou revista.
Parabéns, brother.
I love you!

Anônimo disse...

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